Depoimento
- Eu comecei cantando moda, sabe?
+ pop rock samba reggae jazz maracatu embolada do blues..
- Música! Comecei cantando música!
+ coisa besta de criança que se ri de ser quem é..
- Aí depois a gente ‘tava na rua tudo coisa e tal e eu cantava uma música e batia na lata de doce e ele cantava também e batia, sabe?
+ se eu sei bater, doutor? sei nada, não. se eu sei bater, doutor. tem nada, não..
- Na latinha de doce. Agora, num sabia bater e batia. Qualquer jeito era jeito, pra gente, sabe?
+ e quem é gente hoje ainda bate?
- Num sabia de nada ainda, né?
+ pois é, quem desautoriza?
- Aí depois chegou tanta coisa no meu juízo, sabe?
+ e moleque lá um dia tem juízo? só fumaça de gasolina..
- E a gente comecemo cantar mesmo, e aí depois e eu olhava assim, pulando assim, chegava tanta coisa no meu pensamento que eu nem sabia de onde vinha!
- Aí comecei direto mesmo. Sei que até hoje, graças a deus, vim cantando.
- E até hoje, graças a deus, nunca passei fome!
– — – — – — — – — – — – — — — — -
- Extrato do depoimento do início de A Ponte – O Dia Em Que Faremos Contato – Lenine
+ intervenções em desenvolvimento..
About this entry
You’re currently reading “Depoimento,” an entry on sobre o dia em que faremos contato..
- Published:
- Janeiro 18, 2008 / 8:15 pm
- Category:
- músicas
- Tags:
- conexão, lenine. a ponte, pensamento, teatrojornalismo
No comments yet
Jump to comment form | comments rss [?] | trackback uri [?]